bem no meio do olho do teu…

13 04 2009

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(Achei aqui.)




RADIOHEAD | Just A Fest

20 03 2009

Hoje eu me mando pra São Paulo. Vou ver o Radiohead no domingo. Nunca, em toda a minha existência, senti tanta ansiedade. Mas seria impossível não sentir, imagine, são minhas duas bandas favoritas (depois de beatles, é claro!) e vão se apresentar no mesmo palco, na mesma noite.

É o show do século e vai ser o melhor show da minha vida.

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Espero que a viagem seja tranquila.

Acho que vou sobreviver.

Eu preciso sobreviver!





a conta por favor!

4 09 2008

Hoje assinei minha alforria. Depois de quatro meses trabalhando como serviços gerais( isso inclui: atendente, telefonista, entregador, vendedor, sistema da loja e até auxiliar de marceneiro), finalmente chega o dia de deixar aquela vida impossível. Meses trabalhando muito, ganhando pouco, almoçando no “Cidadão Kane”, enfim aturando aquilo tudo. Hoje Fernandão completa duas décadas, e conquista o melhor presente de todos:

Liberdade!

Um novo emprego encaminhado. Um emprego bacana.

Visitar Mãe na província e comemorar os anos com os amigos.

Hoje tenho duas décadas e estou FELIZ!





Inauguração com homenagem

29 06 2008

No último dia vinte e três, vovô Jair junto com o governador do estado e o prefeito de Gameleira, inauguraram o novo prédio da prefeitura da cidade. Em seu discurso de inauguração, o prefeito de Gameleira lembrou com carinho de minha avó, falecida em abril do ano passado, e emocionado anunciou que em homenagem, o novo centro administrativo passaria a ter o nome dela.

Maria José, humildemente emocionada diria: “Ora gente, não precisava disso tudo!”

Saudade Vovó, muita saudade.





Mudar/Mudar-se

25 05 2008

Guardar cada foto, livro, almofada,

Depois da ultima noite ali dormida

Empacotar cartas, quadros, comida,
Levar toda a mobília des-mon-ta-da.

Quebrar algumas louças: sempre há baixas;
Achar coisas até então perdidas;
Deixar outras que já não são queridas;
Doar tudo o que não couber na caixas.

Levar somente o que for necessário,
Até que não pareça sobrar nada.
Olhar a marca onde ficava o armário

E despedir-se. Com a porta fechada,
Montar outra vez tudo. (Meio a esmo,
Mudar como quem muda-se a si mesmo.)

(Henrique Rodrigues)





Bagatela!!!

8 04 2008

Outro dia, estava caminhando tranquilo pela Av. Goiás quando, de repente, começou a chover. A chuva estava tão forte que me obrigou a entrar no comércio mais próximo pra não me molhar. Entrei num sebo e como a chuva iria demorar a passar, fui perder tempo na sessão de filmes. Encontrei dois filmes que adoro, mas nenhum deles estava valendo a pena: uma edição (maltratada) de Sobre Meninos e Lobos do Eastwood e outra de Elephant do Gus Van Sant sendo oferecida por um preço absurdo. Lá fora, a chuva caindo. Enquanto isso, na parte baixa de uma estante escondida na sessão de filmes do sebo, eis que surge em minha frente um edição imponente de Touro Indomável de Martin Scorsese, sendo vendida por (pasmem!) quatorze reais. DVD duplo, edição de colecionador e em perfeiro estado. Eu fiquei por meia hora só olhando aquele clássico, não acreditava, tinha algo errado. O preço é esse mesmo?. Corri para o caixa com o filme debaixo do braço e paguei sem pedir desconto, aquele preço era uma bagatela. Estava atônito quando saí do sebo com aquela obra-prima na sacola. A chuva tinha diminuído, mas ainda chovia. Desci a Goiás chutando os pingos de chuva e cheguei em casa ensopado, dizendo: “Agora, Jake La Motta mora em minha estante!”.





Chuva interior num dia cinza

31 01 2008

 

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Os dedos entrelaçados sob a nuca. Os olhos fixos no teto e o pensamento vagando por um passado inacessível. O corpo, jogado na cama, descansa enquanto a umidade mofa cada canto do quarto. Lá fora a chuva não pára de descer. Ao lado da cama, um criado mudo sem gavetas, em cima apenas um dicionário velho e uma revista sobre cinema que ele já decorou; nenhum livro. Os olhos continuam fitando o teto, e o pensamento agora vaga pelas estradas hostis de seu futuro incerto. Lágrimas frias escorrem pela face, e são as lágrimas do passado. Seus olhos tristes se perdem numa profunda melancolia, que se agrava com os dias chuvosos e que permanecerá, até a hora em que o sol voltar pra iluminar este dia cinza.

 

[ouvindo Crosses, José González.]