Palas Projeta

27 01 2009

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Dando procedimento à revitalização do Espaço Cultural Juvenal Tavares, o Palas lançou na última sexta-feira um novo projeto que consiste na exibição semanal de filmes para o público silvaniense. Na primeira sessão do Palas Projeta foi exibido o filme:  “Batman – O cavaleiro das trevas”.

Agora em cartaz:

28/01 – Mazzaropi – Chofer de Praça

30/01 – Juno

Confira a programação completa pelo link:

http://palasprojeta.wordpress.com/





Evento |O retorno do Espaço Cultural

12 11 2008

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Esmola cultural

5 06 2008





Paulo Autran recitando Carlos Drummond de Andrade

16 11 2007

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Paulo Autran foi, sem dúvida, o maior ator brasileiro de todos os tempos. Com seu indiscutível talento deixou sua marca na história do teatro, do cinema e da televisão brasileira. Morreu recentemente, aos 85 anos, vítima de um câncer no pulmão (Quem mandou fumar?).

Carlos Drummond de Andrade foi um dos principais poetas da literatura brasileira. Como poeta modernista, utilizou uma linguagem simples e bela em diferentes ritmos e conseguiu assim, certa popularização de seus poemas em um país onde se lê muito pouco. Seus versos entraram para a história da literatura brasileira e ele chegou a ser considerado por muitos como o maior poeta do século XX. No entanto, Drummond insistia que seria esquecido em pouco tempo. Não foi e não será. Porque todos sabem que nos versos, o poeta continua vivo.

A seguir um material imperdível! Paulo Autran recitando três poemas de Drummond: Quero, Poeta de sete faces e José.

Para fazer o download clique aqui ou na imagem.





Eles estão acontecendo

9 11 2007

Mudei-me de Silvânia em fevereiro de 2007. Antes, durante todo o ano de 2006, residi em Goiânia. E mesmo quando vivia e trabalhava em Silvânia eu nunca participei ativamente da cultura local. Não é que eu me considere melhor do que ninguém, porque eu não sou. Pelo contrário, dizem os inimigos. Muito pelo contrário, dizem os amigos. Mas o lance é que nunca tive ânimo, paciência e saco para, por exemplo, tentar organizar um evento cultural na cidade. Eu achava que o esforço não valeria a pena e que eu me exporia inutilmente. Felizmente, há uma geração de jovens silvanienses que não pensam assim.

Esses jovens, organizados como o Palas, têm promovido eventos infelizmente ignorados pela maior parte da população, como o Omelete Cultural. Eu só posso imaginar os comentários maldosos, as intrigas e os ataques que eles têm sofrido por se empenhar em promover algo que muitos, inclusive políticos, entendem como inútil: cultura. Falando aberta e francamente, os jovens do Palas são tudo o que eu não consegui ser quando tinha a idade deles. Eles têm o ânimo e a coragem que eu não tive.

A verdade é que, mesmo odiando o marasmo silvaniense (e não a cidade em si, o que seria no mínimo ridículo da minha parte), nada fiz para transformá-lo. Nunca me ocorreu nada, e eu simplesmente não via como fazer o que quer que fosse. Felizmente para a cidade, o pessoal do Palas não pensa como eu pensava, e tem agido para tornar Silvânia um ambiente culturalmente vivo, pulsante. Eles estão trabalhando duro para formar um público interessado em literatura, em música, em todas as formas de arte. Tomaram para si a responsabilidade de agitar culturalmente a cidade. Em outras palavras, eles estão fazendo e acontecendo.

O público não tem comparecido em peso? Acontece. Em 2006, fui a Cuiabá participar de uma Feira do Livro. Eu e o escritor Moacyr Scliar debateríamos sobre, claro, literatura, formação de leitores etc. Eu sou apenas um iniciante, um desconhecido, mas Scliar tem livros traduzidos para várias línguas, é alguém premiado internacionalmente, membro da Academia Brasileira de Letras. Pensei que, por causa de Scliar, o imenso auditório estaria lotado. Apareceram vinte e poucas pessoas. Mas não desanimamos por isso. Scliar falou com ânimo e presença de espírito, e eu procurei fazer o mesmo. Depois, durante o jantar, concluímos o óbvio: perdeu quem não compareceu, pois o debate fora delicioso. Depois e antes disso, como eu já contei aqui, já falei para uma única pessoa e já falei para cinco mil. Também já aconteceu de não aparecer ninguém e o evento ser cancelado. Nesse caso, o melhor a fazer é procurar um boteco e entornar algumas com os organizadores. E dizer eles: Tentem de novo. E de novo. E de novo. E de novo.

Mas não é preciso dizer isso para os rapazes e moças do Palas. Independentemente do que quer que seja, eles sempre estarão dispostos a fazer de novo, e a fazer cada vez melhor, com mais garra. A coragem deles é inspiradora.

Fico muito feliz que haja pessoas jovens que, diferentemente de mim “na minha época”, realmente procurem acrescentar algo à cidade e às pessoas da cidade. O trabalho realizado por eles dará frutos, disso eu tenho certeza. Eles merecem que isso aconteça, e Silvânia também. Isso talvez não signifique nada, mas eu preciso dizer que tenho um baita orgulho deles.

André de Leones escreveu este belo texto para a próxima edição do jornal A VOZ . Fico muito feliz com textos deste tipo. É, de certa forma, o incentivo que precisamos para manter o nosso entusiasmo e continuar promovendo cultura para aquela pacata cidade.

Sou fã do André. Torço para que ele seja feliz sempre!

Um abraço irmão.





Silvânia gosta de omelete?

24 10 2007

 

 

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No último fim de semana, aconteceu em Silvânia, o Omelete Cultural. O evento, repleto de atrações artísticas/culturais, foi promovido pelo PALAS, e tinha o objetivo de levar cultura gratuita e de qualidade para a população de Silvânia. Salomão Sousa foi convidado ao evento e juntamente com Fábio Coutinho faria uma palestra interessantíssima sobre a arte e o comportamento. A palestra, no entanto, foi vergonhosamente cancelada – acredite! – por total ausência de público.

Sobre o episódio dantesco, Salomão escreveu, em seu blogue, um texto sobre a reorganização do processo cultural, em que discute de maneira sincera, o pouco interesse (não só do silvaniense) por qualquer fonte de cultura.

Clique AQUI para ler o texto de Salomão Sousa, escrito especialmente para a próxima edição do jornal “A Voz”.

 





“Toda cidade deveria ter um louco na rua para chamar o povo à razão”

18 10 2007

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Há algumas semanas, nós do Palas fizemos uma reunião produtiva e muito calorosa na igreja do Bonfim. Na reunião, discutimos algumas formas de divulgação pro Omelete Cultural, um evento diferenciado que será realizado em Silvânia e está sendo promovido por nós. Queríamos fazer uma divulgação diferente, algo que chamasse a atenção das pessoas, e que as deixassem, no mínimo, intrigadas e curiosas com a situação. Então, pensamos em sair pelas ruas da cidade com as caras pintadas, fazendo barulho e soltando fogos. Ficou decidido entre nós que, quando o evento estivesse próximo, faríamos essa tal divulgação diferente. Alguns duvidaram. Disseram que não teríamos coragem de sair pelas ruas com as caras pintadas. Mas, mesmo assim apoiaram a idéia.

Semanas se passaram, com a proximidade do evento, decidimos que estava na hora de divulgá-lo. Era feriado nacional (lembre-se que estamos no Brasil), uma sexta-feira comum, dia da inauguração do Galetos Bar na praça do rosário, que pela estúpida ocasião estava lotada de gente. Aproveitamos a situação e lá fomos nós, vestidos com a camiseta do omelete e com a cara pintada de branco, simples assim. Saímos pelas ruas de Silvânia, cantando, gritando, declamando poesias, e afinal, divulgando o nosso evento.

As pessoas ficaram espantadas ao nos ver daquele jeito, uns pensavam que éramos palhaços, outros chegaram até a perguntar se aquilo era algum protesto do PT.

Muitos olharam pra gente com ar de reprovação, como se fossemos uns babacas cultos querendo aparecer, mas eu nem me importei; babaca ali são eles, que passam o dia ouvindo porcarias e se entupindo de mediocridade, enquanto deveriam estar preocupados com questões muito mais importantes.

Apesar das críticas e percalços, acredito que essa divulgação foi bastante positiva para o omelete e pra nós do Palas. Afinal, fez mostrar que estamos dispostos a fazer algo pela cultura de Silvânia, e ao contrário de muitos, não estamos ocupados apenas em nascer e morrer.