Palas Projeta

27 01 2009

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Dando procedimento à revitalização do Espaço Cultural Juvenal Tavares, o Palas lançou na última sexta-feira um novo projeto que consiste na exibição semanal de filmes para o público silvaniense. Na primeira sessão do Palas Projeta foi exibido o filme:  “Batman – O cavaleiro das trevas”.

Agora em cartaz:

28/01 – Mazzaropi – Chofer de Praça

30/01 – Juno

Confira a programação completa pelo link:

http://palasprojeta.wordpress.com/

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Evento |O retorno do Espaço Cultural

12 11 2008

cartaz_espaco





Eles estão acontecendo

9 11 2007

Mudei-me de Silvânia em fevereiro de 2007. Antes, durante todo o ano de 2006, residi em Goiânia. E mesmo quando vivia e trabalhava em Silvânia eu nunca participei ativamente da cultura local. Não é que eu me considere melhor do que ninguém, porque eu não sou. Pelo contrário, dizem os inimigos. Muito pelo contrário, dizem os amigos. Mas o lance é que nunca tive ânimo, paciência e saco para, por exemplo, tentar organizar um evento cultural na cidade. Eu achava que o esforço não valeria a pena e que eu me exporia inutilmente. Felizmente, há uma geração de jovens silvanienses que não pensam assim.

Esses jovens, organizados como o Palas, têm promovido eventos infelizmente ignorados pela maior parte da população, como o Omelete Cultural. Eu só posso imaginar os comentários maldosos, as intrigas e os ataques que eles têm sofrido por se empenhar em promover algo que muitos, inclusive políticos, entendem como inútil: cultura. Falando aberta e francamente, os jovens do Palas são tudo o que eu não consegui ser quando tinha a idade deles. Eles têm o ânimo e a coragem que eu não tive.

A verdade é que, mesmo odiando o marasmo silvaniense (e não a cidade em si, o que seria no mínimo ridículo da minha parte), nada fiz para transformá-lo. Nunca me ocorreu nada, e eu simplesmente não via como fazer o que quer que fosse. Felizmente para a cidade, o pessoal do Palas não pensa como eu pensava, e tem agido para tornar Silvânia um ambiente culturalmente vivo, pulsante. Eles estão trabalhando duro para formar um público interessado em literatura, em música, em todas as formas de arte. Tomaram para si a responsabilidade de agitar culturalmente a cidade. Em outras palavras, eles estão fazendo e acontecendo.

O público não tem comparecido em peso? Acontece. Em 2006, fui a Cuiabá participar de uma Feira do Livro. Eu e o escritor Moacyr Scliar debateríamos sobre, claro, literatura, formação de leitores etc. Eu sou apenas um iniciante, um desconhecido, mas Scliar tem livros traduzidos para várias línguas, é alguém premiado internacionalmente, membro da Academia Brasileira de Letras. Pensei que, por causa de Scliar, o imenso auditório estaria lotado. Apareceram vinte e poucas pessoas. Mas não desanimamos por isso. Scliar falou com ânimo e presença de espírito, e eu procurei fazer o mesmo. Depois, durante o jantar, concluímos o óbvio: perdeu quem não compareceu, pois o debate fora delicioso. Depois e antes disso, como eu já contei aqui, já falei para uma única pessoa e já falei para cinco mil. Também já aconteceu de não aparecer ninguém e o evento ser cancelado. Nesse caso, o melhor a fazer é procurar um boteco e entornar algumas com os organizadores. E dizer eles: Tentem de novo. E de novo. E de novo. E de novo.

Mas não é preciso dizer isso para os rapazes e moças do Palas. Independentemente do que quer que seja, eles sempre estarão dispostos a fazer de novo, e a fazer cada vez melhor, com mais garra. A coragem deles é inspiradora.

Fico muito feliz que haja pessoas jovens que, diferentemente de mim “na minha época”, realmente procurem acrescentar algo à cidade e às pessoas da cidade. O trabalho realizado por eles dará frutos, disso eu tenho certeza. Eles merecem que isso aconteça, e Silvânia também. Isso talvez não signifique nada, mas eu preciso dizer que tenho um baita orgulho deles.

André de Leones escreveu este belo texto para a próxima edição do jornal A VOZ . Fico muito feliz com textos deste tipo. É, de certa forma, o incentivo que precisamos para manter o nosso entusiasmo e continuar promovendo cultura para aquela pacata cidade.

Sou fã do André. Torço para que ele seja feliz sempre!

Um abraço irmão.